O primeiro encontro, dos dezesseis previstos inicialmente, aconteceu no quintal e na cozinha da casa do Fábio e parecia distante da realidade que se apresentaria na semana seguinte. Lançados para o espaço virtual, fomos aprendendo as ferramentas e linguagens deste ambiente em meio às previsão tranca-ruas e possíveis retornos. É certo que esta outra configuração permitiu também que permanecêssemos nos encontrando e que recebêssemos convidadxs de diferentes locais, que partilharam conosco suas experiências e práticas artísticas atistícos-educativas. Diante dessa nova rotina, em meio a angústias e incertezas, compartilhamos afetos e processos, muitas vezes, fazendo nada, estando juntos, construindo desejos. Com isso, extrapolamos o tempo. O que tinha data para acabar acabou não tendo fim. Hoje as experiências desta autoformação se desdobram em projetos individuais e em parcerias que acabam por fomentar o desejo de nos manter juntos e compartindo.